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GASTRONOMIA: Mercado de congelados cresce, mas ainda enfrenta preconceitos no Brasil

O que é melhor para o consumidor e para o varejista? Vegetais são congelados em até 4h após a colheita. Foto: Divulgação

Quem nunca ouviu dizer que comida congelada não é comida boa? Que o produto congelado não faz bem à saúde? Pois é, mas esse cenário está mudando. Os primeiros vegetais congelados chegaram ao Brasil entre 1993 e 1994, quando na Europa já eram consumidos há mais de 50 anos, e vêm ganhando espaço na mesa dos brasileiros com um crescimento que ultrapassa os 10% ao ano. Hoje, os especialistas do setor afirmam que são cerca de 45 mil toneladas de vegetais congelados comercializados em território nacional – o que é um resultado muito expressivo quando se fala de Brasil, mas ainda atrasado, comparativamente.

Enquanto no país o consumo per capita não passa de 250 gramas por ano, no Chile o consumo chega de 3,5 a 4 quilos e na Europa, cerca de 9 mil quilos. Mas para Christian Laffeach, diretor-geral da D’aucy, marca líder no setor de vegetais e legumes congleados, o cenário se modificou muito nos últimos anos. “Inicialmente, o consumo era feito pelas classes A e B, agora a C também está comprando. Quem trabalha o dia todo e chega cansado, quer praticidade na cozinha, mas ao mesmo tempo uma praticidade que seja saudável. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com esta questão”, afirma. E é nesse momento que os vegetais e legumes congelados ganham cada vez mais espaço.

Na teoria, é possível observar que existe ainda um certo preconceito com a palavra “congelado”, que virou sinônimo de comida industrializada ou processada. Na prática, é possível enxergar que esse conceito, em alguns casos, é uma distorção da realidade. Muitos consumidores acreditam que o alimento in natura é o mais saudável além de mais barato, mas se esquecem de levar em consideração que depois de colhidos, os alimentos ficaram expostos ao clima (sol e chuva) durante todo o trajeto da horta para os mercados. Além é claro, de ficarem totalmente abertos quando colocados nas cestas dos supermercados.

A produção de vegetais congelados tem uma grande vantagem neste sentido. Segundo Laffeach, os cuidados com o produto já iniciam desde a plantação, como o tipo e tempo de uso do solo, a utilização mínima e racional de agrotóxico de acordo com as normas rígidas da Europa e do Brasil. O vegetal no ponto exato de maturidade é colhido, lavado, congelado e pronto  para ser comercializado. “Todo processo é muito rápido, para que os legumes tenham suas qualidades organolépticas (cor, sabor, textura e odor) garantidas. No procedimento não é utilizado nenhum tipo de conservante. Para obter um congelamento rápido, é utilizada a tecnologia IQF (Congelamento Individual), onde o vegetal é congelado em 40 graus negativos, em poucos minutos”, conta. Em outras palavras, por incrível que pareça, o que está sendo consumido é um alimento que acabou de ser colhido e sem a perda de nutrientes e vitaminas característicos de cada um.

Essa indústria também enfrenta, além da desconfiança do consumidor, a falta de preparo do próprio varejista, que ainda hoje, em muitos lugares, deixa as geladeiras de congelados abertas, para que o consumidor possa ver melhor e consequentemente, levar o produto. Porém, essa não é a melhor forma de “convencer”, pois afinal compromete a qualidade do produto.

“Junto com nossos parceiros, procuramos trabalhar essa conscientização do varejista e do consumidor, através de algumas ações. A cada ano, a D’aucy tem um crescimento expressivo, com o dobro do faturamento do ano anterior”, afirma o diretor da marca, que hoje produz 12 toneladas de vegetais congelados por hora. Para conhecer mais sobre os produtos e a D’aucy, acesse www.daucy.com.br .



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