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ENTRETENIMENTO: 42ª Mostra | Sessões ao ar livre no vão-livre do Masp exibem clássicos

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Programação do local vai contar com sessões de quatro longas brasileiros e um estrangeiro que faz parte da seleção em homenagem ao centenário de Nelson Mandela

O Vão Livre do Masp volta a abrigar parte da programação da Mostra Internacional de Cinema. Filmes que não serão exibidos em nenhum outro lugar integram as sessões deste espaço, que são sempre gratuitas.
As projeções ocorrem diariamente de 23 a 27 de outubro, sempre às 19h30. Serão exibidas cópias 35 mm do acervo da Cinemateca Brasileira de filmes nacionais. As exceções são As Canções (2011), de Eduardo Coutinho, e olonga norte-americano Invictus (2009), de Clint Eastwood, que faz parte da programação especial em homenagem ao centenário de Nelson Mandela e encerra a programação ao ar livre no sábado, dia 27.
Abre a programação, na terça (23/10), o documentário As Canções, de Eduardo Coutinho, em que homens e mulheres contam e cantam as músicas que marcaram suas vidas. No dia seguinte será exibido Matar ou Correr, filme d…

DECORAÇÃO: Vice-Presidente de Design Gráfico da Herman Miller revisita o seu 1º trabalho para a companhia, o icônico pôster Picnic

Para Steve Frykholm, a vida na Herman Miller tem sido um verdadeiro piquenique. Vice-Presidente de Design Criativo, há 45 anos na companhia, o designer revisita, em vídeo e entrevista, o seu primeiro – e icônico – trabalho para a Herman Miller. Fotos: Divulgação

Em 1970, a Herman Miller contratou o seu primeiro designer gráfico, um estudante com brilho nos olhos chamado Steve Frykholm. Na época, sua atribuição inicial no cargo foi desenhar um pôster para promover um piquenique anual promovido pela Herman Miller. Mal sabia ele que o cartaz iria desencadear uma série ambiciosa, que desde então tem feito o seu caminho em coleções de museus do mundo e colocado Steve na curta lista dos ilustres designers da Herman Miller.

Em entrevista ao canal WHY Magazine, da Herman Miller – hospedado em seu website -, Steve contou um pouco sobre esta trajetória e sobre a presença da disciplina design gráfico na companhia desde os anos 70:


Você acredita que é possível um pôster ser tão relevante como eram quando você começou a desenhá-los, nos anos 70?
Um bom pôster – um pôster que realmente comunica uma ideia – ainda é relevante. Existem diversos tipos de pôsteres: pôsteres informais, pôsteres promocionais, pôsteres comemorativos. Para mim, um pôster nada mais é do que um selo, só que grande. Eu acredito que pôsteres devem ser grandes. Devem ter entre 24 x 36 polegadas, se não maior. Outro dia, eu e Anne Sutton (designer gráfica da Herman Miller) estávamos trabalhando em um novo design, quando disse a ela: “Vamos aos clubes. Eu quero olhar para os pôsteres nas janelas. Vamos além das ruas, e você vai me dizer qual deles comunica mais e por quê. O melhor desenho realmente vem das ruas”. É muito fácil para o designer trabalhar com o monitor e cair de amores por seu design e acreditar que ele é realmente o melhor. Mas se você pegar o seu projeto e colocá-lo junto com o trabalho de milhares de outros designers, que estão trabalhando com algo similar, ele cai no mesmo ‘mar de mesmices’. Mas enfim, o que faz um design único, original, inventivo, imaginativo e convincente? Quais são os atributos que realmente fazem o seu projeto se destacar no meio da multidão? Acho que a dimensionalidade vem da pessoa que desenha, e se isso faz sentido. O desenho tem que ter presença.

Com base nesta ideia, de que os designers ficam facilmente apaixonados por seus trabalhos na tela do cumputador, você acredita que trabalhar com materiais táteis pode ser benéfico ao projeto de um pôster?
Fico muito decepcionado porque que não aprendi a trabalhar no computador; e ele é uma excelente ferramenta. Ao mesmo tempo, acho que pode ser desconfortável para um jovem designer, que nunca trabalhou com tesouras, lápis, pedaços de fita, cola ou giz de cera e fotografias, entender o processo de forma completa. Encontrei valor em fazer colagens antes de fazer projetos diretamente na tela do computador para serem impressos. Tanto o trabalho digital, como o analógico, são importantes. Tenho trabalhado de forma analógica para um novo cartaz, mas quando colocá-lo no computador, vai ser tudo mais rápido.


Você está na Herman Miller há 45 anos – é um longo período!
Simplesmente aconteceu. Falei com um ex-colega que se aposentou há alguns anos e ele disse: "Como são as coisas na Herman Miller? E eu respondi: "Bem, preciso te dizer que, se eu fosse 10 anos mais jovem, eu iria me explorar um pouco mais”.

Você está na Herman Miller há 45 anos – é um longo período!
Simplesmente aconteceu. Falei com um ex-colega que se aposentou há alguns anos e ele disse: "Como são as coisas na Herman Miller? E eu respondi: "Bem, preciso te dizer que, se eu fosse 10 anos mais jovem, eu iria me explorar um pouco mais”.

Você mencionou em uma entrevista que, originalmente, nao gostaria de morar em Michigan.
Eu cresci no centro oeste dos Estados Unidos. Meus anos de formação foram no Kansas, e fui para a faculdade na Universidade de Bradley para cursar o meu BFA e depois a Cranbrook Academy of Art para um Mestrado em Design, após dois anos ensinando na Nigéria pelo Peace Corps. Depois disso, queria trabalhar em qualquer lugar da costa - Nova York, Los Angeles, San Francisco – onde tudo estava acontecendo.



Mas você ficou em Michigan.
Quando você recebe uma oferta de emprego da Herman Miller, você precisa agarrar. 

Por que escolheu Cranbrook?
Cranbrook me ofereceu uma bolsa de estudos, e então fui para lá. Quando iniciei os estudos, diria que pelo menos 75% das pessoas com alguma reputação no campo do design gráfico havia estudado no Art Center, na Califórnia. Eles me aceitaram no segundo semestre e escrevi a eles para dizer que estava havendo um mal-entendido, pois estava aplicando o estudo para o trabalho de pós-graduação. E eles responderam que não havia mal-entendido, e que eu deveria ir e cursar o período. Então fui a Cranbrook de vez. Depois, em 1992, o Art Center me convidou para ir até lá e falar em seu evento de palestras sobre a Toyota.



Você foi atraído para a Herman Miller por causa do “DNA em design”?
Quando comecei os estudos em Cranbrook, não conhecia a Herman Miller. Mas o departamento de Cranbrook era constituído por designers gráficos, designers de produto, designers ambientais, e todos visitavam a venda anual da Herman Miller e voltavam para a escola com estes tesouros - uma cadeira Eames ou algum tecido Girard, e essa foi minha primeira lembrança desta ‘pequena empresa’ de Zeeland, em Michigan. Quando estava em uma entrevista em Boston, meus pais me ligaram para dizer que eu havia recebido um telefonema da Herman Miller, e então retornei a ligação. Eles estavam desenvolvendo uma área de design gráfico internamente e perguntaram se eu estaria interessado em participar de uma entrevista para uma posição.

Em termos de criatividade, qual sua opinião sobre os benefícios de estar na mesma empresa por tanto tempo?
Você sabe, eu tenho muita sorte! De estar em uma organização com um DNA de design maravilhoso, com permissividade e guiada pela originalidade. Isso me faz pensar em uma frase de George Nelson, Diretor de Design da Herman Miller dos anos 40 aos anos 60. Foi em uma entrevista que eu e o presidente da companhia, DJ De Pree, fizemos com o crítico de design Ralph Caplan sobre o 1º catálogo de escritórios feito por Nelson para Herman Miller em 1948. DJ de Pree questionava Nelson sobre ter um catálogo tão bonito, se catálogos não vendiam produtos e a indústria não vendia desta forma. E Nelson respondeu: "Eu sei, mas sempre tem uma primeira vez". E esse tem sido um lema na Herman Miller há mais de 60 anos. Eu não sei como seria estar a 45 anos em outra organização; poderia ser um inferno. Isso não quer dizer que eu nunca pensei em sair da companhia, porque foram várias as vezes que isso aconteceu.


É como estar em um longo relacionamento.
Sim, é! Você tem que se dedicar e trabalhar muito por isso.

Além dos pôsteres Picnic, quais são os seus projetos que mais gosta?
Depois dos pôsteres do Picnic, provavelmente os desenhos dos relatórios anuais. São incríveis, se é que eu posso afirmar. Quando trabalhei com Clark Malcolm [escritor de longa data da Herman Miller ou quando estava trabalhando com outros escritores, sempre vi o relatório anual da Herman Miller como uma peça corporativa cheia de números. Coletivamente, o design do relatório é muito bom. Alguns são excelentes, outros nem tanto, mas sempre busquei dar-lhes um bom visual.

Relatórios anuais costumam ser densos.
Sim, costumavam ter muita coisa e bons orçamentos. Claro, tinham anos ruins e anos bons. Os bons anos tinham, geralmente, orçamentos melhores do que os anos ruins, mas nós buscavamos projetar ambos com originalidade.


Como os anos ruins se parecem no design?
Teve um ano em que os números foram tão ruins, que eu queria imprimir o relatório anual em um saco de lixo. E descobri que poderia realmente fazer isso, mas o tempo hábil não permitiu. Neste mesmo ano, colocamos então um poncho de chuva barato na capa como agradecimento aos acionistas leais à Herman Miller e que se mantiveram conosco em meio à ‘tempestade’.

Depois de todos esses anos, você ainda está animado com o design gráfico?
Sim, estou. Tenho bons momentos trabalhando com isso. Inspiro-me e fico encantado quando vejo uma peça de design gráfico. Mas realmente gosto de Art Performances pelas suas dimensões. Acho que por isso tenho me envolvido e desfrutado de apresentações de Ballet em Grand Rapids. Meu coração bate um pouco mais rápido!

Como se sentiu ao ver o primeiro pôster do Picnic impresso novamente?
Foi divertido. Trouxe de volta uma tonelada de memórias, em muitos níveis, até mesmo o cheiro da planta, que não tinha mudado tanto assim. Até a impressora que imprimiu os 20 pôsteres originais voltou para imprimi-los. Foi muito divertido vê-lo na grande impressora de quatro cores.






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