ENTRETENIMENTO: Atletas mostram a força feminina na canoagem

Meninas presentes no projeto Remadas Solidárias afastam ideia de fragilidade e mostram como é a prática da canoagem em Caxias do Sul (RS). Projeto social Remadas Solidárias (Marcelo Matusiak)

Força, determinação e muitas horas das aulas: as características estão presentes em todas as meninas que participam do Remadas Solidárias. A equipe feminina no projeto social joga para longe a fragilidade estereotipada para as mulheres e mostra sua força nas práticas. Com histórias diferentes e origens parecidas, elas querem superar as dificuldades da vida e do esporte para conquistar espaços cada vez maiores. A edição atual do projeto conta com a participação de 110 alunas.

Caxiense Glenda Padilha (Patrícia Janczak)
- É muito bacana ver a força de vontade e a dedicação das meninas. Dá para observar que elas são mais dedicadas que os meninos, na maioria dos casos. Elas não desistem em qualquer adversidade e ainda ajudam os colegas meninos a seguir em frente. É interessante que elas, mesmo suadas e com cabelo preso, estão sempre com batom e sempre bem cuidadas. A vaidade está presente em todos os momentos - revela o professor do projeto Remadas Solidárias, Edelvan Borelli.


Estudante Stefani Varela Gebert (Patrícia Janczak)

Quando começou a praticar o esporte, em 2013, Poliana de Jesus Souza, lembra não tinha muita força nos braços. Porém, ao longo do tempo e com as aulas, aprendeu a superar os desafios e adquiriu força para o esporte. A atleta de 16 anos diz que, no início, também costumava cair muito do caiaque.

Atleta Poliana de Jesus Souza (Patrícia Janczak)

- Eu cansava muito e não tinha força para a canoagem. Hoje melhorou bastante, nem canso mais. Eu caía no começo, mas sempre foi muito legal. Eu nunca me assustei com os tombos. Sempre gostei de água, me dá uma sensação muito boa e um exercício físico ótimo. Hoje faço duas horas de prática por semana, mas eu ficaria mais. Remar é muito tranquilo - relata Poliana de Jesus Souza.
Estudante Fernanda Lopes (Patrícia Janczak)

Com 14 anos, Vitória Duarte da Silva, ou Vi como é conhecida pelos amigos, iniciou no Remadas Solidárias em 2015 e está gostando muito.

- Eu gosto de arriscar. Todo mundo fica me dizendo que tenho um parafuso a menos, mas não dou bola. Gosto de fazer coisas que as outras pessoas não fazem. Além da canoagem, em uma outra ONG, eu danço zumba. Remar me ajuda a melhorar em outros esportes também, pois desenvolvo a minha coordenação motora - explica Vitória Duarte da Silva.

Atleta Caroline Peruzzo (Patrícia Janczak)

A estudante Glenda Padilha, de 14 anos, via conhecidos do colégio participarem do Projeto Remadas e sentia que queria fazer parte daquilo também. Quando chegou à idade mínima para participar do projeto, se inscreveu cheia de expectativas.

- Eu vivia fazendo perguntas, mas, na época, não tinha para a minha série. Quando finalmente ingressei no Remadas, há três anos, a empolgação era tanta que nem deu tempo de sentir medo. Peguei o jeito rápido. O equilíbrio é o mais difícil, poucas pessoas têm. A melhor parte é quando a gente aprende a remar direito, a ficar em sincronia, mas precisamos de prática e saber que não dá para desistir, mesmo quando o caiaque virar muitas vezes - afirma Glenda Padilha.

Praticando a canoagem há cinco anos, Fernanda Lopes, de 12 anos, entrou no Remadas Solidárias em 2015. Para ela, o mais difícil é buscar o equilíbrio no caiaque.

- Aqui no projeto temos muitas atividades e aprendemos bastante coisa. Em comparação com minha experiência anterior, acho que agora é mais difícil. Tem que ter muito equilíbrio para remar com este caiaque. Eu gosto de vir mesmo quando não posso remar. Eu acabo ajudando os colegas, aprendendo e ficando com os meus amigos - diz Fernanda Lopes.

Nem parece que Stefani Varela Gebert, de 11 anos, iniciou recentemente a prática de remar. A menina já domina o equilíbrio no caiaque com tranquilidade. 

- No início levei muito tombo na água, mas agora estou firme. No começo, eu achei estranho, mas agora tenho muitos amigos aqui. Sempre gostei de esportes, tanto é que praticava futebol, mas remar é muito melhor. Adoro vir aqui no Remadas, pois também posso fazer oficina de violão e tocar músicas sertanejas, as minhas preferidas - relata Stefani Varela Gebert.

Já Caroline Peruzzo, de 11 anos, afirma que quer ser atleta profissional, mesmo que ainda não saiba em qual esporte. A estudante entrou este ano no Remadas Solidárias e afirma estar se divertindo muito. A menina frequenta o projeto duas vezes por semana. 

Informações para a Imprensa:

Sobre o Remadas Solidárias

O Projeto Remadas Solidárias é uma iniciativa da comunidade esportiva caxiense, liderada pelo ex-atleta olímpico da modalidade de Canoagem, Alvaro Acco Koslowski e o ex-atleta da Seleção Brasileira de Canoagem, Jonatan Pimeno. Conta com o patrocínio da Petrobras, Banrisul, Marcopolo, Randon, Rede Globo, Innova, Eaton, Sulgás, Marelli, Intral, Madem e Tondo. Com exceção da Petrobras, todas as demais empresas patrocinam o Projeto via Lei de Incentivo ao Esporte do Ministério do Esporte / Governo Federal.

O Projeto atende a 300 jovens, com idade entre 10 e 18 anos do município de Caxias do Sul (RS), oferecendo preferencialmente aulas de canoagem, sempre no contra turno escolar. Além de atividades práticas voltadas prioritariamente a modalidade de canoagem, utilizando a educação pelo esporte e buscando fortalecer os direitos das crianças e adolescentes, também ocorrem atividades teóricas e práticas relacionadas à florestas, clima e água. Os beneficiários recebem de forma gratuita: transporte (escola>projeto>escola), lanche, kit uniforme e acompanhamento técnico pedagógico duas vezes por semana.




Destaques da Semana:

DECORAÇÃO: Irmãos Fahrer lançam a Empório Fahrer

GASTRONOMIA: Barbosa & Marques indica queijos para preparar sanduíches

GASTRONOMIA: Esporão Reserva é destaque ´Double Gold´ no SAKURA AWARDS, no Japão