DECORAÇÃO: Flexibilidade dá a tônica em projetos corporativos

Arquitetura precisa considerar as mudanças cada vez mais frequentes nos espaços corporativos. Neste escritório projetado por Júnior Piacesi, as duas mesas de atendimento podem se tornar uma grande mesa de reuniões. fotos: Gustavo Xavier

Uma organização empresarial é um corpo mutável, em intenso e persistente processo de mudanças que varia impactado por uma miríade de eventos. Um lugar comum na literatura empresarial é que a mudança é a única variável constante no mundo dos negócios, sendo uma empresa um organismo vivo, reagindo full time as variáveis que a compõem. Recursos humanos, por exemplo, em grande parte passa a ser alocado de acordo com objetivos de curto prazo, determinando a relação desses funcionários com o espaço arquitetônico.

Diante disso, torna-se imprescindível uma arquitetura, principalmente a de interiores, que não apenas sustente tal movimento, mas que o apoie, que tenha uma alta flexibilidade, que seja dinâmica e de baixo custo de customização, pois tal evento é inevitável: “Numa grande siderúrgica que atendemos, por exemplo, temos um relayout atrás do outro. Hoje há uma diretoria aqui, amanhã não tem mais. Hoje preciso de uma sala de reunião para seis pessoas, amanhã para dez. O mobiliário precisa ser dinâmico para adequar-se a essa premissa”, comenta o arquiteto Júnior Piacesi da Piacesi Arquitetura de Belo Horizonte.

Já neste escritório, também assinado por Júnior Piacesi, as mesas, por serem móveis e não fixas, podem facilmente ser retiradas caso a equipe diminua.

O uso de estruturas fixas é condenado pelo arquiteto: “Você não faz um drywall fixo, a divisória deixa essa divisão do espaço flexível. As mesas, quando móveis, permitem também essa flexibilidade do espaço”. Piacesi reforça o caráter flexível das estruturas para que possam compor ambientes diversos daqueles planejados no momento da criação do espaço, garantindo as empresas maior retorno do investimento sem necessidade de grandes modificações a posterior, impactando em custos que poderiam ser evitados com um projeto de interiores que compreendesse essa dinâmica empresarial: “Um cliente, ao fazer uma reunião com a equipe interna em caráter excepcional, necessita colocar 10 pessoas sentadas ao invés das cinco habituais, basta encostar uma mesa na outra, que foram planejadas para tal adaptabilidade. Se o cliente precisa de duas salas e um grande salão, é planejado para, caso decida ter um grande salão e uma sala, ou qualquer variável, ele é atendido. Essa flexibilidade é indispensável em projetos corporativos”.



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