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Mostrando postagens de Novembro, 2010

MODA BRASILEIRA: a sua invenção.

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O primeiro nome a ter vindo à tona foi o do jovem Dener Pamplona de Abreu, que, em 1957, aos 21 anos, acabava de abrir seu ateliê na praça da República, saído justamente de um aprendizado na Casa Canadá, onde entrara com apenas 13 anos. “Eu estava decidido a inventar a moda brasileira, sabia que podia e não me faltava o talento de figurinista”, declarou o criador, usando a terminologia da época. Dener foi o primeiro brasileiro a ter grife com seu nome.  Ele abriu caminho para uma geração em que se incluíam Clodovil, Guilherme Guimarães, Ugo Castellana, José Nunes, José Reinaldo e Ronaldo Esper e encarnou magistralmente a glamourosa figura do estilista.
 Na década de 60, a poderosa Rhodia ajudava a escrever a história da moda brasileira com seus famosos desfiles-shows da Fenit, criados pelo publicitário Livio Rangan, uma peça fundamental nesse processo de difusão; deles participavam artistas como Gal Costa e Raul Cortez. A Rhodia realizou uma série de desfiles de coleções brasileiras f…

MODA BRASILEIRA: o despertar de interesse.

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A moda é de fato assunto de interesse para muitos e não mais está restrita aos showrooms, diferentemente do que acontecia no início dos anos 90. Naquela época, os desfiles aconteciam, claro, mas só para os profissionais do ramo, imprensa especializada, modelos compradores mais fiéis de cada grife. Nem estavam definidos ainda os períodos de lançamentos de cada estação. Não havia uma “semana oficial”. Do primeiro ao último desfile (em showrooms ou eventos fechados para convidados) de cada temporada, muitas vezes se passavam quatro meses. Fica impossível definir tendências locais, pois todas vinham de Paris, já estabelecidas. E pior: vinham ao contrário, já que o inverno do hemisfério norte é o nosso verão. Adaptávamos na hora que os franceses decidiam que seria a moda para dali a seis meses. Um verdadeiro samba do crioulo doido.
 O que nem é de estranhar. Colonizados que fomos, acreditamos realmente, por séculos, que tudo o que vem de fora é melhor, raciocínio cristalizado numa suposta…

HISTÓRIA DA MODA: século 20, uma herança definitiva.

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As mudanças representam a própria moda. Acompanhá-las é a própria natureza da moda. Essas mudanças nem sempre foram tão rápidas como hoje. O século 19, por exemplo, pode ser dividido em quatro estilos de moda distintos. Cada um deles durou em média 25 anos. Ou seja: cada “moda” vigorou por 25 anos - o que é bastante, tomando-se por padrão os dias de hoje. No século 20, a dinâmica muda, e é possível delimitar essas alterações em décadas, com razoável clareza. Não é difícil lembrar o que se vestia nos anos 20, nos 50, nos 70, e assim por diante. Ou seja: cada “moda” dura dez anos.  Na década de 90, começa mesmo um processo de revivalismo, de nostalgia da moda. Estilistas, fotógrafos e stylist passaram a olhar para décadas anteriores do século 20 e a reproduzir imagens e formas já vistas. Isso foi também interpretado como certa crise de idéias, como se os designers simplesmente não soubessem mais o que fazer e tivessem de buscar referências no passado.  Numa temporada, a década em questã…

CUSTOMIZAÇÃO: adaptando algo ao seu gosto.

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No ano de 2000, entramos num novo culto da individualidade, redefinindo os contornos da moda e servindo de tempero à virada do milênio. Um dos pilares é o fenômeno da customização. Trata-se da subversão total do que se entende por “tendência”, já que mesmo peças compradas na estação atual podem ser futuras, rabiscadas, alfinetadas — com uma pitada de espírito punk, é verdade.  Em rigor, a palavra “customização” nem existe em português. Vem da expressão inglesa custom made, que significa “feito sob medida”. O verbo to customize é “fazer ou mudar alguma coisa de acordo com as necessidades do comprador”. O processo apareceu como reação à entediante logomania de fins da década de 90, quando tudo o que importava precisava vir com marca de grife. Alguém chamou isso de moda de duty free, já que o nome da maison devia estar em letras garrafais, como nas peças à venda nessas lojinhas de aeroporto. Naquele momento, vivia-se a glorificação do status e de uma moda calcada em ícones da riqueza.  S…

STREETWEAR: a moda de rua.

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O clubwear é, portanto, um dos pilares do lado fashion da moda de rua, que também pode ser chamada de streetwear. As raízes da moda de rua, como a entendemos hoje, estão nos anos 80, justamente quando as roupas usadas pelos garotos do hip-hop americano se tornaram febre e estilistas do prêt-à-porter começaram a inspirar-se nas roupas dos clubbers ingleses. Na década de 90, o streetwear cresce e aparece, delineando algumas linguagens e ramificações.  Por exemplo, a Old School (“Velha Escola”, mas também corruptela sonora para old is cool, “o que é antigo é legal”). Trata-se de uma vertente em que peças masculinas de corte clássico se combinam com uma abordagem contemporânea e relaxada. Os uniformes de trabalhadores também são influentes nesse estilo, graças a seu corte reto e seus viés de praticidade. O skatewear, por sua vez, assume o oversized (acima do tamanho) como estrutura básica.  Mas é nos anos 90 que o esportivo se estende de modo acachapante para fora dos limites das quadras, …

STREETWEAR: um supermercado de estilos.

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Atualmente, é preferível usar “grupos”, ou mesmo “subgrupos”, em lugar de tribo. Isso porque o próprio conceito de tribo caducou. O que derrubou a tribalização foi a consolidação do conceito de “supermercado de estilos”. Esse nome foi criado na década de 90 pelo historiador inglês Ted Polhemus, e sua idéia central é muito importante para a compreensão da moda das ruas.
 Segundo Polhemus, “supermercado de estilos” é como se todo o universo, todos os períodos que você jamais imaginou, aparecesse como latas de sopa numa prateleira de supermercado: “Você pode pegar os anos 70 numa noite, os hippies em outra [...], um moicano punk e um rímel dos anos 60 [...] e, pronto, você tem a sua própria e sincrônica amostragem de 50 anos de cultura pop”.  À medida que os anos 90 passavam, via-se o crescimento de tendências e estilos cada vez mais difíceis de categorizar, resultando numa multiplicidade de modas. Hoje, a complexidade de mensagens da aparência (dos jovens) torna impossíveis — ou um exercí…

STREETWEAR: a importância da juventude.

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Nem tudo o que os estilistas propõem nas passarelas é aceito. Algumas modas simplesmente “não pegam”. A rua impõe suas vontades, e essa rebeldia parte - normalmente - dos jovens. A música serve para aglutinar adolescentes desde o final dos anos 50, quando se estabelecem os teenage styles, unificados pelo gosto musical.  Mods, roqueiros, punks, rockabillies, skinheads, soul boys, rastas, neo-românticos, new wavers, rappers e clubbers deram origem às chamadas “tribos urbanas”, como as subculturas foram batizadas na década de 80. Eles passaram a usar literalmente o que bem entendiam — à sua moda, sem se importar se estavam ou não “na moda”. Aliás, se não estiverem, melhor ainda.   O conceito das “tribos” é o de usar a moda para sinalizar o que se pertence a um grupo, demarcando seu território.  É a partir daí que a moda das ruas passa a influenciar os estilistas, cumprindo o caminho inverso: das calçadas para as passarelas. O marco zero dessa influência acontece em 1960, quando Yves Sain…

CURIOSIDADE: uma nova profissão, o stylist.

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Atualmente é fundamental a figura do stylist. A palavra apareceu no final dos anos 90 e tem sua relevância cada vez mais destacada. Muita gente no Brasil pode achar que o stylist é o estilista, devido à semelhança das palavras. Mas o stylist é um super-produtor de moda. É aquele que vai definir a imagem final do trabalho. No caso de um desfile, trabalha com o estilista e com os diretores de criação — e muitas vezes de arte também — para resolver como será o look. Conversa com o chefe dos maquiadores, fala com o cabeleireiro e faz a ponte entre todos os envolvidos. O stylist (ou a stylist) deve conhecer história da arte e história da moda e acompanhar o mundo da música e do cinema. Deve ter grande referência visual, que lhe possibilite criar um look original e único, se possível nunca visto, ou então inspirado - de modo criativo - no passado. É permitido trazer à tona lembranças familiares, do imaginário coletivo ou mesmo do imaginário dos fashionistas, mas tudo isso deve ser feito d…

CURIOSIDADE: o que acontece com as roupas depois de um desfile ?

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É no desfile que imprensa e compradores deparam com as propostas dos estilistas. Mas o que acontece com as roupas depois disso ? Os compradores vão visitar os showrooms e fazer seus pedidos, cada qual lidando com sua realidade.  Nas confecções, por sua vez, os empresários vão dar continuidade a essa produção, baseados nos pedidos feitos e em suas entregas para as lojas (as suas próprias, as franquias ou as multimarcas), e cuidar também do fluxo e da exportação.  Da parte da imprensa, é no desfile que surge o calafrio. É mesmo verdade que uma grande imagem de moda ou uma roupa maravilhosa dão frio na barriga dos fashionistas. Com o desejo a toda, os editores pautam suas revistas e jornais. Vã conceber as reportagens e editoriais relacionados aos novos valores de cada temporada. Assim, se o mood é romântico, vão escolher qual é a modelo do momento que convém ao tema, uma locação idem, o fotógrafo que técnica e esteticamente se enquadra mais nesse estilo. E, finalmente, vão pautar stylist…

UMA NOVA REFLEXÃO: quem dita a moda ?

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A cada temporada, ouve-se falar muito de tendências. Tendências para o inverno, tendências para o verão... Em tese, as tendências são o denominador comum da moda. Elas aparecem lá atrás; na ponta inicial da cadeia têxtil, nas empresas que desenvolvem as fibras e as fiações.
 São onze as etapas da indústria têxtil. Além das fibras e das fiações, temos a tecelagem plana; a malharia; o beneficiamento; o acabamento; os químicos e auxiliares; as máquinas têxteis; a confecção; as máquinas para confecção; e os serviços. Quando a roupa chega ao consumidor, ela alcançou o final da cadeia têxtil.  Pesquisadores e analistas dos birôs de estilo vêem quais cores e materiais vão estar mais disponíveis na natureza e no mercado, com uma antecedência que chega a dois anos para os fios e as cores, um ano e meio antes para os tecidos e um ano para as formas. (Os birôs, abrasileiramento de bureaux, apareceram na França durante os anos 60, junto com a industrialização trazida pelo prêt-à-porter, e há quem…

A MODA NO MUNDO: as capitais da moda.

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Não podemos negar a importância e a tradição da moda francesa, e Paris ainda é o maior pólo de criação mundial. As outras três capitais da moda são Milão, Londres e Nova York - nessa ordem de importância, mas não no calendário. Neste, a ordem das cidades, atualmente, está assim: Nova York, Londres, Milão, Paris.
Nova York  Nova York sempre ficou com a parte mais comercial, como não poderia deixar de ser. Sua força vem da sólida indústria de confecções da cidade, na Sétima Avenida. Daí a semana de desfiles americana ser chamada de Seventh on Sixth - quando a Sétima Avenida se transfere para a Sexta Avenida, já que as tendas que servem de sede oficial dos desfiles são armadas nos jardins do Bryant Park, atrás da Biblioteca Pública, entre as ruas 41 e 42, justamente na Sexta Avenida. Essa região do Midtown nova-iorquino é conhecida como Fashion District.  Até 1998, a cidade costumava fechar as temporadas, fornecendo ao mercado, de modo palatável e compreensível por todo o tipo de consumido…

A MODA NO MUNDO: as segundas linhas.

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 Dentro do processo de difusão da moda, muitas marcas do prêt-à-porter dispõem de segundas linhas, o que possibilita que consumidores mais jovens tenham acesso à grife. As peças são menos caras, mas se engana quem acha que essas roupas chegam a ser “baratas”, especialmente para padrões brasileiros. Elas estão dentro daquele segmento de luxo e funcionam principalmente no diversificado mercado italiano. Entre as mais conhecidas, estão a Versus (Versace), a Miu Miu (Prada) e a segunda linha de Donna Karan, e a Marc, a de Marc Jacobs. No Brasil, a Triton é considerada a “segunda linha” da Fórum (apesar de ter sido criada antes), e a Zapping é a da Zoomp; a Carlota Joaquina é a da G.

A MODA NO MUNDO: como funciona o prêt-à-porter internacional.

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Os desfiles internacionais do prêt-à-porter acontecem duas vezes ao ano, no hemisfério norte. Os desfiles para o verão europeu ocorrem em setembro e outubro, e os para o inverno, em fevereiro e março. Essas roupas vão chegar às lojas de seis a sete meses depois, diferentemente do que ocorre aqui no Brasil, onde os eventos lançadores são mais colados com o varejo.  Isso se dá porque aquelas temporadas internacionais estão mais consolidadas e acontecem de modo mais profissional. Ou seja: são feitas para os profissionais do setor: jornalistas, stylist, fotógrafos e também compradores.  Muitas marcas chegam a fazer desfiles em dois horários - um para os compradores, outro para a imprensa. Isto porque, durante o dia, as equipes de compradores visitam os showrooms. Nos desfiles, confirmam as peças de que mais gostaram ou que imaginam vão vender mais. Quando assistem aos desfiles antes de visitar o showroom, tomam anotações e, depois, fazem os pedidos.  Tais compradores vêm de todas as partes…

A MODA NO MUNDO: o prêt-à-porter.

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Prêt-à-porter é o nome francês para “pronto para usar” - que em inglês é o ready-to-wear. Em linhas gerais, pode-se dizer que o ready-to-wear significa a produção em série e em tamanhos predefinidos - o nosso velho e bom P-M-G. O advento do prêt-à-porter foi responsável pela real difusão da moda e pela adequação a novos tempos para consumidores e varejo.

 O conceito de ready-to-wear teve suas origens no período entre-guerras. Depois da crise de 1929, os EUA passaram a cobrar um imposto de 90% sobre as roupas importadas da França (as americanas adoravam trazer de Paris seus vestidos de Elsa Schiaparelli, Madeleine Vionnet, Coco Chanel ou Jean Patou). Após a Depressão, só era permitido importar para o país telas e moldes. Essa restrição levou ao desenvolvimento de uma técnica de reprodução que se baseasse nessas telas e moldes. Os modelos, com estrutura simplificada, podiam finalmente ser fabricados em diferentes tamanhos, e os progressos dos materiais sintéticos permitiam que aquelas…

A MODA NO MUNDO: os desfiles.

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Os desfiles da alta-costura acontecem em Paris em janeiro (os de inverno) e julho (os de verão). Algumas marcas italianas desfilam em Milão, mas, quando falamos de alta-costura mesmo, é só Paris. Até no Brasil, não acredite quando algum estilista disser alto e bom som que faz “alta-costura”. Ele pode tentar, no máximo, um prêt-à-porter de luxo ou uma moda inspirada na couture.  É que a alta-costura atende a pré-requisitos complexos em termos operacionais (número de empregados no ateliê, por exemplo) e de excelência (como a qualidade do artesanato, a nobreza de materiais, a mão-de-obra apurada). Tem técnicas complexas e específicas de construção e modelagem.   Um só vestido pode exigir até 150 horas de trabalho e conta com manufatura super-especializada. Por exemplo, uma pessoa que cuida só dos botões, ou outra que trabalha apenas o volume da saia. É realmente único.  Depois dos desfiles, as clientes vão pessoalmente aos ateliês dos estilistas ou os recebem em casa com tratamento VIP - …

A MODA NO MUNDO: a alta-costura.

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A alta-costura é considerada o território de sonho da moda. Sua origem, claro, é Paris. Em 1858, o inglês Charles Worth (1825-95) acabara de abrir sua própria maison, onde criava roupas para novos-ricos e pequenos - burgueses.  Ao ver uma de suas peças, a imperatriz Eugênia, mulher de Napoleão III, indica-o para o cargo de “estilista imperial”. Nascia o conceito de alta-costura (haute couture), e o estilista tinha agora um status de criador supremo, diferentemente das costureiras e alfaiates. Depois de adotada pela alta sociedade, a moda da alta-costura era reproduzida nas máquinas caseiras.  Worth foi quem definiu que devia haver duas temporadas ao ano, acompanhando as estações e, portanto, as mudanças climáticas. Além disso, ao ter mudado a imagem do vestuário e proposto novidades a cada estação, Worth fez nascer também o desejo da compra - força motriz da moda como um todo. Ao final do século 20, com a alegada crise das idéias (revivalismo etc.), muitas vezes as temporadas não mud…

UMA NOVA REFLEXÃO: o que é moda.

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A moda é um sistema que acompanha o vestuário e o tempo, que integra o simples uso das roupas no dia-a-dia a um contexto maior, político, social, sociológico. Você pode enxergar a moda naquilo que escolhe de manhã para vestir, no look de um punk, de um skatista e de um pop star, nas passarelas do Brasil e do mundo, nas revistas e até mesmo no terno que veste um político ou no vestido da sua avó. Moda não é só “estar na moda”. Moda é muito mais do que a roupa.
 Você enxergara melhor a moda se conseguir visualizar uma evolução. Pense no jeito que as pessoas se vestiam nos anos 70 e depois nos 80 e tente, ainda, achar um denominador para o que as pessoas usavam na década de 90.  Essas mudanças é que são a moda. Ao acompanhar/retratar/simbolizar essas transformações, a moda serve como reflexo das sociedades à volta. É possível entender um grupo, um país, o mundo naquele período pela moda então praticada.  Sabemos que uma moda pode regular formas de vestir, de pentear-se etc. A palavra “mod…

UMA NOVA REFLEXÃO: a moda nos dias de hoje.

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Ao longo dos anos 90, a moda entrou na pauta da sociedade brasileira. Passou-se a conhecer o nome das principais modelos, estilistas começaram a aparecer em programas de TV, desfiles entraram ao vivo nos noticiários da noite e chegaram às primeiras páginas de jornais.  Tudo andou tão rápido que é como se tivesse sido sempre assim. Quem está envolvido com moda mal consegue lembrar-se de quando as coisas eram diferentes. Ficou comum dizer, em tom de alegria: a moda entrou na moda. A frase virou máxima e, até o final da década, foi repetida no país tanto por quem era do meio quanto pelo público em geral. O que também nos faz pensar: então houve um tempo em que a moda esteve “fora de moda”?  O conceito de “estar na moda” se auto-explica e confunde. Tratar de moda implica lidar com elementos os mais complexos, especialmente quando combinados. Entrando nesse assunto, tangemos valores como imagem, auto-imagem, auto-estima, política, sexo, gender-bending (troca de sexos, ou o velho e bom mascu…

VENDER MODA: o uso do pós-venda no desenvolvimento do “loyalt”.

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A palavra "loyalty" é traduzida do inglês como lealdade.

 Atualmente o cliente tem procurado se tornar leal a algumas marcas de produtos, isso significa que ele não compra mais apenas por influencia da propaganda de massa que o "bombardeia" com informações aleatórias e - muitas vezes - falsas das benesses que traz aquele produto para quem os adquirir.

 Durante muito tempo se falou em "fidelização" do cliente a uma determinada marca de produto. Mas a que este termo induzia ?

 Fidelização significa que o comprador adquiria determinadas marcas de forma inconsciente, sem exigir muito em troca do produto.

 Como exemplo, podemos citar casos de famílias inteiras que compravam carros de uma mesma marca apenas porque o pai já tinha esse carro quando eles haviam nascido.

 Esse fato pode ser aplicado aos mais diversos produtos - desde o leite até colchões de dormir.

 Entretanto, com o advento da globalização que acabou permitindo que os compradores passassem a ter …

VENDER MODA: a utilização do marketing de relacionamento.

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  Para desenvolvermos essa "abordagem de parceria" necessitamos mudar um dos paradigmas mais arraigados na cabeça de um vendedor.  Precisamos passar a enxergar o nosso cliente como único e sem similaridade, ou seja, precisamos desenvolver técnicas de Marketing individualizado.
E O QUE SERIA "MARKETING INDIVIDUALIZADO"?
 Para se entender a filosofia que norteia essa estratégia precisamos voltar ao início do século com a criação das "linhas de montagem".  A tecnologia da linha de montagem possibilitou a produção em massa, o que acabou provocando o surgimento da mídia de massa e por conseqüência, do marketing de massa.  No marketing de massa, se visualiza a tarefa de vender um único produto ao maior número de consumidores possível. A tarefa do profissional de vendas seria dessa forma, mostrar o produto de forma que agradasse o maior número de pessoas.  Na era do MARKETING INDIVIDUALIZADO, entretanto, o vendedor não estará procurando vender um único produto ao maio…

VENDER MODA: o fechamento do negócio.

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Como cada venda é uma nova e diferente ação, precisamos conhecer algumas técnicas que direcionam o comprador para o fechamento do negócio, propiciando dessa maneira um atendimento rápido e eficaz.

1 - FECHAMENTO EXPERIMENTAL  As vezes, por insegurança ou inexperiência, concedemos tantas vantagens desnecessárias que o comprador, constrangido, concorda em fechar o negócio. Para superar o problema do fechamento tardio foi desenvolvida a técnica de fechamento experimental.  Por essa técnica fazemos perguntas para sondar em que estágio o comprador está.  As perguntas que poderão serem feitas, são do tipo: - QUANDO O SR. PRETENDE USAR ESSE PRODUTO? - EXISTE MAIS ALGUMA COISA QUE EU PODERIA ESCLARECER AO SR.?
2. FECHAMENTO POR RESUMO  Por essa técnica, você faz um rápido resumo de tudo que ficou combinado: enfatiza as concessões, que porventura fez e destaca os benefícios da concordância com suas propostas.
3. FECHAMENTO POR CONCESSÃO  Se não puder encerrar as negociações com um fechamento por resumo…

VENDER MODA: desenvolvendo a argumentação.

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A experiência mostra que o melhor método para o vendedor criar uma argumentação forte e personalizada para conseguir superar as objeções e convencer o cliente é evitar o que chamamos de "receita de bolo", ou seja, algo pronto e definido.  Existem algumas técnicas que poderão ser utilizadas conforme forem surgindo as situações.
1 - Você não deve atacar uma objeção que tenha sido feita pelo cliente, mesmo que ela tente depreciar o seu produto, ou colocar dificuldades no que esta sendo apresentado. Devemos sempre tomar essa atitude, porque:  NINGUÉM GOSTA DE SER CONTRARIADO EM SUAS AFIRMAÇÕES !
2 - Use a “TÉCNICA DE CONTORNO” para superar esse problema. Primeiro você concorda com a afirmação do cliente e depois procura esclarecê-lo. Durante esse processo você pode utilizar alguma das outras técnicas que seguem:
3 - A “TÉNCICA DO SIM...MAS”. Consiste em concordar primeiramente e depois contra argumentar;
4 - A “TÉCNICA DO ESGRIMA”. A cada "ataque" do comprador, você respond…